
Tem crescido e muito a procura por estratégias de planejamento familiar e sucessório no Brasil. E isso tem uma explicação clara: o cenário tributário está mudando. Famílias com patrimônio já entenderam que se organizar agora é uma forma de evitar dores de cabeça (e de bolso) no futuro.
A doação com reserva de usufruto, por exemplo, virou uma das ferramentas mais procuradas. Ela permite que os pais transfiram a propriedade de um bem como um imóvel para os filhos ainda em vida, mas mantendo o direito de morar nele ou receber sua renda até o fim da vida. O imóvel deixa de fazer parte do inventário, mas o doador não perde sua segurança. Simples, eficiente e juridicamente segura.
Outro movimento importante é o crescimento das holdings familiares. Já se fala em “2026: o ano das holdings”. E com razão. A holding é uma ferramenta inteligente para quem quer organizar os bens, definir as regras da sucessão e ainda economizar nos tributos. Tudo isso com previsibilidade e governança.
Aliás, o motivo da pressa está justamente aí: os tributos estão subindo. O ITCMD, que incide sobre heranças e doações, será mais alto para grandes patrimônios. Estados começam a cobrar tributos sobre heranças no exterior. E o Congresso já discute novas regras que tornam o cenário mais pesado para quem deixar para depois.
Por isso, o que antes era opcional virou necessário. Antecipar decisões é uma forma de proteger o patrimônio e garantir tranquilidade para a família.
Agora é o momento certo para planejar. O custo da inércia será cada vez mais alto e a melhor hora de tomar decisões é sempre antes da urgência bater à porta.